Quando Petrobras abriu as inscrições na segunda‑feira, 6 de outubro de 2025, o Brasil ganhou mais de 700 oportunidades de aprendiz em 23 cidades, numa jogada que mistura formação profissional e políticas de diversidade. O cadastro, totalmente gratuito, ficará disponível até 12 de outubro, dando ao jovem de 14 a 21 anos e 7 meses um prazo curto para garantir a vaga.
A iniciativa, batizada Programa Petrobras Jovem Aprendiz 2025, tem duração de 21 meses e oferece salário mínimo integral – R$ 1.518 – para jornada de quatro horas diárias. O que torna tudo ainda mais interessante são as cotas específicas: 30% das vagas para negros, indígenas e quilombolas, 20% para pessoas com deficiência, 15% para antigos de trabalho infantil e 10% para jovens em acolhimento institucional ou sob medida socioeducativa.
Contexto histórico e a lei da aprendizagem
O programa segue a Lei de Aprendizagem (Lei nº 10.097/2000), que obriga empresas de maior porte a reservar vagas para jovens em situação de vulnerabilidade. Nos últimos cinco anos, a Petrobras tem ampliado o número de aprendizes, passando de 350 vagas em 2020 para os atuais 700+, refletindo um compromisso crescente com a inclusão social.
Detalhes das vagas e áreas de atuação
As oportunidades se espalham por 13 estados e o Distrito Federal, incluindo cidades como Brasília, Manaus (AM), Salvador (BA) e Rio de Janeiro (RJ). A lista completa de municípios é:
- Manaus (AM)
- Salvador (BA)
- Fortaleza (CE)
- Linhares (ES)
- Vitória (ES)
- Betim (MG)
- Juiz de Fora (MG)
- Recife (PE)
- Curitiba (PR)
- Natal (RN)
- Canoas (RS)
- Aracaju (SE)
- Cubatão (SP)
- Mauá (SP)
- Paulínia (SP)
- Santos (SP)
- São José dos Campos (SP)
- Duque de Caxias (RJ)
- Macaé (RJ)
- Rio de Janeiro (RJ)
- São Gonçalo (RJ)
- Brasília (DF)
- Três Lagoas (MS)
Os cursos são ofertados em parceria com o Senai, que abrange áreas técnicas como eletricista industrial, mecânico de manutenção, suporte em TI, petroquímica, logística e muito mais. Quem for selecionado terá acesso a aulas teóricas e práticas, além de acompanhamento de mentores.
Reações de quem está por dentro
"É um marco para a formação de jovens talentosos, sobretudo para aqueles que vêm de contextos mais difíceis", comentou Ana Paula Silva, diretora de Recursos Humanos da Petrobras. "Além da remuneração justa, o programa abre portas para carreiras dentro da própria companhia. Queremos ver esses aprendizes crescerem e, quem sabe, ocuparem cargos estratégicos no futuro."
Especialistas em mercado de trabalho também elogiam a iniciativa. O professor Rogério Azevedo, da Fundação Getúlio Vargas, pontua que a combinação de salário mínimo integral com benefício de vale‑transporte, 13º salário, férias remuneradas e FGTS eleva o programa acima da média nacional de aprendizes.
Impacto esperado e riscos
Com mais de 700 jovens inseridos no mercado, a expectativa é que o índice de desemprego juvenil nas regiões atendidas caia em até 2,3 pontos percentuais até o final de 2027, segundo projeções da agência de empregos RecruitBrasil. Porém, a eficácia depende da qualidade da formação oferecida pelo Senai e da absorção de talentos dentro da própria Petrobras.
Há também o risco de que, ao fechar as vagas muito rápido – o período de inscrição é de apenas uma semana – grupos vulneráveis não tenham tempo suficiente para preparar a documentação necessária. Por isso, a empresa divulgou um número de telefone gratuito e um chat online para tirar dúvidas até o último dia de inscrições.
Próximos passos e o que observar
As inscrições encerram em 12 de outubro, e a seleção será feita em duas fases: avaliação curricular e teste de competências técnicas. Os candidatos aprovados receberão a convocação até 30 de outubro. O programa começa oficialmente em 1º de janeiro de 2026.
Fique de olho nas redes sociais da Petrobras e do Senai, pois eles prometem divulgar histórias de sucesso dos aprendizes já formados em edições anteriores. Esses cases costumam servir de inspiração para novos candidatos.
Perguntas Frequentes
Como funciona o sistema de cotas no Programa Petrobras Jovem Aprendiz?
As vagas são distribuídas de acordo com percentuais definidos: 30% para negros, indígenas e quilombolas, 20% para pessoas com deficiência, 15% para jovens que foram egressos de trabalho infantil ou análogo à escravidão, e 10% para adolescentes em acolhimento institucional ou sob medida socioeducativa. O restante (5%) segue critérios gerais de mérito.
Quais são os requisitos básicos para se inscrever?
É preciso ter entre 14 anos e 21 anos e 7 meses, estar matriculado no Ensino Médio (ou concluir até o momento da seleção) e possuir documento de identificação. Os candidatos devem ainda comprovar residência no município da vaga ou disponibilidade para mudança.
O que acontece depois da aprovação?
Os aprendizes iniciam um contrato de 21 meses, recebem salário mínimo integral, vale‑transporte, 13º salário, férias remuneradas e FGTS. Paralelamente, participam dos cursos técnicos oferecidos pelo Senai, que podem culminar em certificação reconhecida nacionalmente.
Como a iniciativa pode influenciar o mercado de trabalho local?
Ao inserir jovens qualificados em setores estratégicos, como energia, logística e tecnologia, o programa cria um pool de talento que pode ser absorvido por empresas da região, reduzindo a taxa de desemprego juvenil e estimulando o desenvolvimento econômico local.
Existe algum apoio financeiro para quem não tem condições de transporte?
Sim. Além do vale‑transporte, a Petrobras disponibiliza um fundo de auxílio‑moradia em algumas cidades, destinado a jovens que precisam se deslocar de municípios vizinhos para acessar a vaga.
Marco Antonio Andrade
outubro 7, 2025 AT 02:31Legal ver a Petrobras abrindo mais de 700 vagas de Jovem Aprendiz. É um passo e tanto pra inclusão, principalmente pras cotas de negros, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência. Quem tá na faixa de idade tem uma chance real de aprender num setor tão importante como energia. Além do salário mínimo, ainda tem vale‑transporte e mentorias que podem mudar a vida. Torço pra que esses jovens encontrem um caminho sólido.
Rachel Danger W
outubro 10, 2025 AT 13:51Olha, eu sei que tudo parece lindo na divulgação, mas tem gente que acha que a Petrobras tá usando o programa como fachada pra lavar a imagem. Será que não tem um plano oculto de reduzir custos escondendo exploração de mão de obra barata? Ainda bem que o público tá de olho, porque se não, quem garante que não vão mudar as regras no meio do caminho! Mas, entre nós, fico feliz que os jovens tenham alguma porta aberta, mesmo que seja temporária. Só não esqueçam de acompanhar de perto, porque na política brasileira nada fica como parece.
Davi Ferreira
outubro 14, 2025 AT 01:11Que oportunidade incrível, galera! Cada vaga é uma chance de crescer, aprender e construir um futuro sólido. Se joguem nos processos, mostrem energia e vontade, que a Petrobras valoriza quem se dedica. Não desistam na primeira etapa, persista e mostre seu potencial. Boa sorte a todo mundo que vai se inscrever!
Marcelo Monteiro
outubro 17, 2025 AT 12:31Ah, então a Petrobras decidiu abrir 700 vagas, como se fosse a primeira vez que alguém pensa em responsabilidade social. Claro, a divulgação vem cheia de números reluzentes, mas quem vai realmente garantir que o jovem aprendiz não ficará preso a tarefas banais? É impressionante como a burocracia brasileira consegue transformar uma iniciativa nobre em um labirinto de formulários, exames e prazos apertados que mais parecem uma caça ao tesouro. E ainda tem esse detalhe de que o período de inscrição dura apenas uma semana – porque, obviamente, todo mundo tem toda a documentação pronta, não é mesmo? Sem contar o maravilhoso suporte de chat gratuito que, segundo dizem, resolve tudo em segundos, enquanto na prática o telefone costuma tocar de madrugada sem ninguém atender. Enfim, se a Petrobras realmente quiser mudar a vida desses jovens, terá que fazer mais do que colocar um selo de “inclusão” no papel e esperar milagres.
Jeferson Kersten
outubro 20, 2025 AT 23:51É inegável que a iniciativa apresenta boas intenções, porém há falhas evidentes na comunicação. O edital poderia especificar, de forma clara, quais documentos são imprescindíveis, evitando ambiguidades que prejudicam candidatos vulneráveis. Além disso, a concentração de vagas em determinadas cidades gera disparidades regionais que merecem atenção. Recomenda‑se, portanto, que a Petrobras revise o processo seletivo, implementando prazos mais amplos e canais de apoio adequados. Assim, a política de inclusão será efetivamente efetiva.
Luziane Gil
outubro 24, 2025 AT 11:11Estou muito feliz com essa ação da Petrobras! É maravilhoso ver tantas vagas voltadas para quem mais precisa. Espero que muitos jovens aproveitem essa chance e encontrem um caminho de crescimento. Boa sorte a todos que vão participar!
Túlio de Melo
outubro 27, 2025 AT 21:31Pensar num programa de aprendizagem é refletir sobre a própria sociedade sem precisar de muitas vírgulas aqui vemos educação e trabalho se unindo numa mesma proposta que pode mudar o futuro dos jovens que entram no mercado com pouco recurso e muita vontade de aprender a realidade se transforma quando há apoio institucional e mentorias que trazem experiência prática ao aluno
Debora Sequino
outubro 31, 2025 AT 08:51Ótimo, mais uma iniciativa “beneficente” da grande corporação!!! Porque nada diz “cuidar da gente” como colocar 700 vagas que, obviamente, serão preenchidas por quem realmente merece!!!!! É claro que a Petrobras vai monitorar cada passo desses aprendizes, garantindo que não haja nenhum desvio de conduta, pois a ética corporativa está no DNA da empresa!!!! Por isso, vamos todos aplaudir essa ação brilhante, mesmo que, nos bastidores, os números possam ser manipulados!!!
Benjamin Ferreira
novembro 3, 2025 AT 20:11Vale ressaltar que o programa de aprendizagem está em conformidade com a Lei nº 10.097/2000, que obriga empresas de grande porte a reservar vagas para jovens em situação de vulnerabilidade. Os setores oferecidos – como eletricista industrial, mecânico de manutenção e suporte em TI – correspondem às demandas atuais do mercado de trabalho brasileiro, conforme dados do IBGE. Além disso, a parceria com o SENAI garante certificação reconhecida nacionalmente, aumentando a empregabilidade dos participantes. Estudos mostram que aprendizes que completam programas similares têm até 30% mais chances de conseguir contrato efetivo. Portanto, a iniciativa da Petrobras pode ser considerada um modelo a ser replicado por outras grandes empresas.
Lucas da Silva Mota
novembro 7, 2025 AT 07:31Se fosse só propaganda, já teriam esgotado todas as vagas.
Ana Lavínia
novembro 10, 2025 AT 18:51Inteiro o Brasil tem acompanhado a divulgação das vagas de Jovem Aprendiz da Petrobras, e não é por acaso que esse movimento tem gerado tanto burburinho. Primeiro, cabe destacar que o salário mínimo integral, aliado a benefícios como vale‑transporte, 13º salário e FGTS, coloca a empresa em um patamar superior ao de muitos concorrentes. Segundo, as cotas de inclusão – 30% para negros, indígenas e quilombolas, 20% para pessoas com deficiência, 15% para egressos de trabalho infantil e 10% para jovens em acolhimento institucional – demonstram um compromisso explícito com a diversidade. Terceiro, a duração de 21 meses permite um aprendizado aprofundado, que vai muito além de tarefas operacionais simples. Além disso, a parceria com o SENAI assegura que os cursos técnicos tenham conteúdo atualizado e reconhecido nacionalmente. Porém, vale lembrar que o prazo de inscrição de apenas uma semana pode ser limitador para quem precisa regularizar documentação. Não podemos ignorar que o processo de avaliação curricular e teste de competências técnicas exige preparo prévio, o que pode excluir candidatos menos assistidos. Em contrapartida, o canal de atendimento gratuito e o chat online são recursos valiosos, embora sua eficácia dependa da capacidade de resposta da empresa. Também é relevante mencionar que a Petrobras prevê convocações até 30 de outubro, dando tempo suficiente para que os selecionados se organizem. O programa ainda oferece auxílio‑moradia em algumas cidades, facilitando a mobilidade dos jovens que precisam se deslocar. As projeções da RecruitBrasil de redução do desemprego juvenil em até 2,3 pontos percentuais até 2027 são ambiciosas, mas plausíveis se a qualidade da formação for mantida. Ademais, a possibilidade de absorção de talentos dentro da própria Petrobras acrescenta uma perspectiva de carreira a longo prazo. Ainda assim, críticas surgem quanto à transparência dos critérios de seleção, que não foram detalhados publicamente. Além disso, a falta de indicadores claros sobre o acompanhamento pós‑formação pode gerar dúvidas sobre a eficácia do programa. Por fim, recomenda‑se que a empresa publique relatórios periódicos de desempenho, para que a sociedade possa avaliar o verdadeiro impacto social dessa iniciativa. Em síntese, trata‑se de uma proposta robusta que, se bem executada, tem potencial de transformar vidas e contribuir para um mercado de trabalho mais inclusivo.